domingo, 15 de setembro de 2013

COMO NÃO MIMAR DEMAIS O SEU FILHO

Os bons pais são aqueles que sabem dizer "não" no momento certo.

Muitos pais e mães atuais não estão encontrando o limite entre o “amar” e o “mimar” os seus filhos. É claro que, quando temos filhos, queremos dar-lhes o melhor e fazê-los se sentirem as pessoas mais importantes do mundo. Porém, é preciso ter um limite para que não sejam criados adultos fracos, intransigentes e intolerantes. Portanto, saiba como não mimar demais o seu filho.
Uma criança mimada faz birra o tempo todo, por isso, não permita que o seu filho fique assim (Foto: Divulgação)
Em primeiro lugar, é preciso saber impor limites, ou seja, não dê tudo o que o seu  filho quiser, mesmo que ele esperneie, grite e chore, fazendo com que passe muita vergonha em lojas e supermercados. Nessas horas, pegue-o pelo braço e leve-o para fora do estabelecimento para ter uma conversa séria. Diga-lhe que, se  continuar se comportando dessa maneira, nunca mais o levará àquele lugar, mas seja firme e não volte atrás na sua decisão, ou ele descobrirá um ponto fraco seu.
Saiba dizer "não" ao seu filho na hora que precisar (Foto: Divulgação)
Sendo assim, aprenda a dizer “não” ao seu filho, mesmo que seja muito doloroso, afinal, certamente, a sua felicidade é vê-lo feliz. Entretanto, há momentos que precisamos ser firmes e negar o que nos é pedido, tanto pela segurança dele quanto por falta de verba. Nesse último caso, diga-lhe que só ganhará presentes em datas especiais, ou ele acabará com todo o seu salário em pouquíssimo tempo. Quando  diz “não”, é sempre importante deixar claro para a criança o motivo por ter-lhe negado algo. Desse modo, ela compreenderá o porquê e não ficará tão triste.
Se for chamada à escola do seu filho, não passe a mão na cabeça dele. Ouça o que a professora tem a dizer e seja compreensiva, pois ela passa muito tempo com ele e o conhece bem. Então, reflita sobre o que foi dito e pense em uma maneira de conscientizá-lo, mas sem usar a força física, porque só o machucará e ele não aprenderá a lição. O melhor a fazer é conversar seriamente com ele a respeito da importância dos estudos e do bom comportamento na escola.
Essas são algumas dicas para não mimar demais o seu filho. Contudo, isso não proíbe que  o abrace e  beije bastante. Sempre que for ter essas conversas sérias com ele, diga-lhe que está fazendo isso pelo bem dele porque o ama demais. Portanto, não quer que ele sofra. Bons pais são aqueles que ensinam os filhos a viver, e não aqueles que permitem que façam tudo o que querem. Assim, criam adultos fortes, responsáveis e solidários.

sábado, 14 de setembro de 2013

DICA DE NOVO FILME DA DISNEY! FIQUE LIGADO!

'Aviões', novo filme da Disney, é uma versão de 'Carros' com asas
SÉRGIO RIZZO
ESPECIAL PARA A
 FOLHA (Caderno FOLHINHA) de 14/09/13

Quando eu era criança, adorava Penélope Charmosa, Dick Vigarista e os Irmãos Rocha, do seriado "A Corrida Maluca", da produtora Hanna-Barbera.
Lançado nos Estados Unidos em 1968 e depois reprisado durante anos no Brasil, esse desenho animado durou pouco: apenas 17 episódios, com duas corridas em cada um.
"Aviões", que foi lançado ontem (13/09) nos cinemas, me fez lembrar "A Corrida Maluca", com pequenas diferenças. Em primeiro lugar, a competição do filme ocorre no ar, e não em terra.

Divulgação

Dusty, protagonista de "Aviões", sonha em participar de uma corrida nas alturas.

Além disso, os aviões que disputam a prova -uma volta ao mundo com saída e chegada em Nova York- não têm pilotos. Voam por conta própria.
Aliás, eles fazem muito mais do que apenas voar. Falam, alimentam-se e namoram também, como se fossem seres vivos.
Desconfio que você já percebeu a semelhança entre "Aviões" e os dois filmes da série "Carros" (de 2006 e 2011). Todos foram produzidos pela Disney.
O personagem principal de "Aviões" é um anti-herói. Ou seja: um personagem mais frágil do que os super-heróis do cinema costumam ser.
Basta dizer que ele é um aviãozinho com medo de... altura! Claro: passou a vida inteira voando baixo, para espalhar produtos em plantações.
O problema começa quando ele resolve participar de uma competição com aviões maiores e mais fortes, criados para alta velocidade. Entre eles, há até uma "fêmea" brasileira, dublada por Ivete Sangalo. Ela é mais ou menos como a Penélope Charmosa, mas em forma de avião.

Aliás, diziam isso mesmo da Penélope em "A Corrida Maluca": que avião!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

NOVIDADE NA VILLA!

VEM AÍ...

I ENCONTRO DA MÚSICA EM MOVIMENTO


NÃO PERCA! VAGAS LIMITADAS!
DIA 01/11 - PARA O PÚBLICO INFANTIL
DIA 02/11 - PARA O PÚBLICO ADULTO
COM CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A África na Villa

       Os educandos dos grupos Jaguatirica e Capivara estão participando das atividades do projeto “Historiando pelo Brasil”, que tem como principal objetivo conhecer a formação do povo brasileiro. As turminhas aprenderam em sala de aula – por meio de leituras, pesquisas e discussões – a cultura dos povos branco e indígena, e por último, do povo africano.
Em um dos momentos de troca de ideias entre as turminhas, surgiu a oportunidade de ir além dos livros e trazer uma convidada que pudesse trazer mais informações sobre o continente africano.

Visita importante – A pedagoga Marli é ilheense, mas atualmente vive na África desenvolvendo atividades de alfabetização com adultos e crianças com línguas locais, além de projetos para a construção de escolas. O trabalho tem como parceiros a Igreja Lindinópolis de Ilhéus, a Sociedade Lingüística Internacional – SIL e a Associação Lingüística Evangélica Missionária – ALEM. Segundo a pedagoga a ação desenvolvida na África é importante porque “leva esperança para as pessoas, perspectiva de vida!”

Durante a visita aos alunos, Marli contou as experiências vividas e trouxe roupas e objetos da cultura africana. Foi um momento de muito aprendizado para a garotada.








segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A LIÇÃO DE CASA

Fazer lição de casa nem sempre é divertido. Na verdade, cá entre nós, algumas vezes é muito chato mesmo! Uma das minhas principais missões como pai hoje é tentar vencer essa triste fatalidade.
Imagino o drama dos professores. Como avaliar se as crianças estão aprendendo? Como identificar quem não está acompanhando o andar da carruagem? Como estimular o apetite dos pequenos aprendizes pelo saber? E os pais, como devem colaborar?
Situação A: a lição é fácil. Segure a ansiedade. Se você cair na tentação de resolver para o filho, vai anular o esforço da descoberta.
Situação B: a lição é difícil. Segure a pose. Finja que sabe. Tarefa árdua. O que dizer ao filho, nitidamente angustiado, que não sabe por onde começar uma lista com “50 razões para amar o Brasil”? E pior. Na minha frente, uma pilha das minhas “lições de casa” do trabalho e mais contas para pagar? Naquela tarde, eu teria uma longa lista de razões para odiar o Brasil. Mas a professora de português do Miguel queria justamente o contrário.
Seguro a pose. Convido o moleque para ocupar um lugar ao meu lado na bancada do escritório para enfrentarmos juntos, cada um no seu quadrado, o fantasma das nossas lições de casa.
Com a autorização do Miguel, publico abaixo trecho da lição de casa dele com as razões para amar o Brasil:
Ver o Santos ganhar um jogo ao vivo;
Ver o Massa ganhar na Fórmula 1;
Ouvir a rádio 89 de São Paulo tocando rock;
Tomar sorvete com os amigos;
Comer a sagrada feijoada;
Respirar fundo o ar puro da zona rural;
Comer uma apetitosa piz-za aos domingos;
Andar de bicicleta no parque Villa-Lobos, em São Paulo;
Andar de caiaque;
Mergulhar com cilindro;
Conhecer novas culturas;
Fazer uma bela bagunça durante o Carnaval;
Curtir o som da banda Mamonas Assassinas;
Comer bife com batatas fritas no almoço;
Comer a deliciosa paçoca produzida somente no nosso Brasil;
Se refrescar com a água da piscina no calor;
Votar com urnas eletrônicas;
Ter restaurantes de outros países;
Ter frutas diferentes;
Tomar banho de cachoeira.

À primeira vista, a lista do Miguel não parecia abordar o tema “Brasil”. Olhando melhor, vi que a maioria dos itens diz respeito a coisas que fazemos juntos, em família. Quem disse que andar de bicicleta, ouvir rádio, comer pizza aos domingos, tomar banho de cachoeira não podem ser rituais de descobrimento de um país? Você que tem filhos ainda pequenos, lembre-se de valorizar cada um desses atos. O nosso país são os nossos filhos e vice-versa. Ajudando o Miguel na tarefa escolar dele, aprendi que, mais do que acertar a lição de casa, o filho quer contato para compartilhar a angústia diante de um aparente beco sem saída. Acolhidas com atenção, as crianças têm o poder de transformar um labirinto de deveres intransponíveis numa verdadeira lição de casa para os pais.
*Este texto faz parte da coluna Pai Laboratório da edição 233 (Abril de 2013) da revista CRESCER.

MARCELO TAS é jornalista e comunicador de TV. Tem três filhos: Luiza, 23 anos, Miguel, 11, e Clarice, 7. É âncora do “CQC” e autor do Blog do Tas. Aceita com gratidão críticas e sugestões sobre essa coluna no e-mail: crescer@marcelotas.com.br

domingo, 8 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DE TER UM IRMÃO

Seja biológico, adotivo, gêmeo ou até aquele amigo que vira um irmãozão, não importa. O que vale é incentivar a cumplicidade entre eles!
Revista Crescer. Por Bruna Menegueço - atualizada em 05/09/2013 15h00

Vai ser duro ver as discussões, ouvir os gritos, apartar as brigas, mas a recompensa virá quando você chegar em casa e encontrar seus filhos brincando juntos. Ou ao perceber aquele olhar de cumplicidade entre eles quando fazem algo que não deveriam. Se ter um irmão é um ensaio para a vida, é natural que haja altos e baixos. E há também espaço para uma variedade de sentimentos, da admiração à inveja. A convivência é uma oportunidade para errar, testar o limite do outro, aprender a ter paciência, a admirar, a se frustrar e a amar. Esse, aliás, é o desejo de todos os pais em relação a seus filhos.
Essa companhia tem muita função. É com os irmãos que a criança tem mais chances de aprender a se socializar e enfrentar o mundo, enquanto os pais ficam com a tarefa de transmitir valores. Ou seja: no cotidiano, eles prestam atenção no que o outro está fazendo, na experiência vivida, no exemplo a ser seguido. Cabe aos pais a orientação mais ampla, a direção dos caminhos, formar caráter. E com o irmão, por exemplo, ele aprende a encarar melhor os primeiros dias na escola, a andar de bicicleta, a desenhar um cachorro “daquele” jeito... E não importa a ordem de nascimento: caçula, do meio ou primogênito, todos aprendem uns com os outros.

Pra que tanta discussão?

Gêmeos tão, mas tão diferentes que se tornam rivais; irmãs que disputam a atenção dos pais da infância à vida adulta. Sim, parece uma novela do Manoel Carlos acontecendo aí na sua casa. Só que, por mais que deixem os pais malucos, brigas entre irmãos acontecem. “Antes de perder a paciência, lembre-se do que eles podem aprender com o conflito. Deixe que conversem, discutam, negociem e resolvam sozinhos. Assim aprendem a barganhar, a ceder, a trocar e a se amar”, diz a psicoterapeuta familiar Blenda Oliveira.

Se algo passar do limite, claro, você vai intervir. Mas note que, muitas vezes, a briga é sinal de afeto. Mais difícil é quando os irmãos simplesmente se ignoram. “Sem brigas, mas com a possibilidade de um relacionamento no futuro frio e distante”, diz a psicóloga Laurie Kramer em Filhos, Novas Ideias sobre Educação (Ed. Leya).
Algumas vezes parece que irmãos se amam e odeiam, tudo ao mesmo tempo. E o fato é que as brigas esticam o estresse para a família inteira. A administração é difícil, mas tem que ser feita. “O fundamental é procurar ser justo e saber que, apesar de irmãos, são pessoas diferentes e irão se desenvolver de acordo com as próprias características”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). Para ela, a comparação também deve seguir critérios. “Pode gerar rivalidade ou um desinteresse, como se a criança pensasse ‘nem vou tentar porque meu irmão é melhor do que eu mesmo...’”, diz a especialista. Embora trate-se de uma reação ao comportamento dos filhos, os pais têm uma função ainda mais importante ao observar cada um. Se não somos todos iguais, nada de tratamento em série. E a observação do adulto pode incentivar o respeito mútuo e garantir tratamento individual a cada filho.
Pode comparar?
Comparações não são de todo ruins. Fazem parte. “É importante evitá-las para não viver apenas em função disso. Se acontecer, não adianta sentir culpa. Somos comparados por toda a vida: na escola, temos que tirar boas notas e ter o melhor comportamento; quando nos apaixonamos, o amado pode querer ou não corresponder; para a faculdade, há sempre um processo seletivo, e no trabalho são escolhas o tempo todo”, diz a psicoterapeuta Blenda. Irmãos gêmeos sofrem ainda mais com isso porque todo mundo busca as pequenas diferenças entre eles.
Outras diferenças
E quando a personalidade é diferente demais e os irmãos não conseguem encontrar uma parceria? O papel dos pais, nesses casos, é incentivar o respeito, em primeiro lugar. Mas vez ou outra, você se pega pensando se não está realmente favorecendo um em detrimento do outro. Pensa até se tem alguma predileção entre os filhos - mas tudo pode ser apenas uma reação. No livro Não Somos Iguais (Ed. Globo), a psicóloga Judith Harris analisou pesquisas que apontavam que o tratamento desigual dos pais em relação aos filhos não causavam as diferenças entre um e outro. “Uma criança muito ativa provavelmente será disciplinada mais duramente que a quieta”, diz.

Diferença, respeito, amor, inveja, rivalidade, admiração são palavras que fazem parte do relacionamento entre irmãos – e não podem ser ignoradas pelos pais. Está tudo ali. Uma relação para a vida toda, que vai acontecendo a cada aniversário, discussão, viagem, brincadeira. Uma briga ou outra vai acontecer. São irmãos, têm intimidade para isso. E estarão ligados para sempre.

Fontes: Francisco Daudt, psicanalista, autor do livro Onde foi que eu acertei – o que costuma dar certo na criação dos filhos (editora Casa da Palavra) e Fátima aparecida silva, psicóloga especialista em terapia familiar.

sábado, 7 de setembro de 2013

50 ANOS DA "FOLHINHA" - JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

O jornalista é um verdadeiro ignorante; mas um ignorante curioso

OTAVIO FRIAS FILHO
DIRETOR DE REDAÇÃO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO (ENCARTE FOLHINHA)

Quando eu era criança, queria ser cientista.
Também queria ser cirurgião, o médico que opera as pessoas. E queria, claro, ser astronauta. E ainda arqueólogo, que procura tesouros enterrados.
Fui crescendo e vi que queria muitas coisas sem conseguir ser nenhuma.
Tentei ser advogado, que conhece as leis e defende o direito das pessoas. Pensei até em virar professor. Se eu não sabia fazer nada, quem sabe soubesse ensinar os outros a fazer?
Aos poucos percebi que era jornalista. Um verdadeiro ignorante, que sabe um pouquinho sobre muitas coisas. Mas um ignorante curioso, que sempre quer saber mais sobre tudo.
E tem uma coisa que o jornalista sabe fazer. É contar uma história. O escritor, que também conta histórias, pode inventar. O jornalista não. Ele só conta coisas que aconteceram. Que estão acontecendo agora. As notícias.
Muito tempo atrás, disseram para um jornalista famoso que o jornal dele só publicava mentiras. Ele respondeu: "Mas o que vocês queriam por dez centavos? A verdade?". Um jornal custava dez centavos.
Era uma piada dele. Ele queria dizer que a verdade é muito difícil de encontrar e que, por isso, devia custar muito caro. Quase sempre, tudo o que é raro é caro.
Mesmo assim o jornalista tenta achar a verdade. E são tantos assuntos! Vulcão que começa a cuspir fogo. Vacina nova contra a gripe. Guerra do outro lado do mundo. Estrada que o governo quer construir. As notícias não param!
Faz 50 anos que a "Folhinha" vive nessa correria, tentando descobrir novidades úteis e interessantes para a criança que gosta de ler. E para os pais e professores dela. Parabéns!
Ilustração João Montanaro
Os jornalistas cuidam do presente, mas os leitores pensam no futuro. Leia no encarte da FOLHINHA do dia 07 de setembro de 2013 o que alguns deles imaginaram para a "Folhinha" daqui a 50 anos!




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Capivara participa de aula de campo sobre o solo






         Esta semana, os educandos do grupo Capivara foram a campo com um grande desafio proposto na aula de ciências: analisar um solo e descobrir por quais motivos as plantinhas não estavam se desenvolvendo nele.
        A partir do conteúdo dado em sala de aula, nossa turminha uniu todo o conhecimento adquirido com a vontade de aprender ainda mais e assim, a  missão não foi tão difícil! Com a ajuda do agricultor Márcio Veloso, os educandos perceberam que uma mangueira há 60 anos plantada no terreno estava dificultando o crescimento das outras plantas. Isso por causa da enorme copa da árvore que reduzia a luz do sol e das raízes que absorviam a maioria da água e nutrientes do solo.
        Depois de detectado o problema, os educandos ouviram atentamente e até sugeriram possíveis soluções para que mangueira e demais plantas possam conviver harmoniosamente.
        A galerinha adorou a experiência e os educadores reconheceram mais uma vez a  importância das aulas de campo para a formação das crianças.






quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Fim de trimestre!

Mais um trimestre repleto de aprendizado e descobertas está chegando ao fim na Villa. Esta é a última semana de atividades de alguns projetos desenvolvidos com os educandos e para fechar com chave de ouro, tem muita coisa boa vindo por aí!

PROGRAMAÇÃO: 

06/09 (sexta-feira) – Projeto “Vamos à escola?” 
Os grupos Tamanduá e Tatu-bola visitam a Escola Dendê da Serra em Serra Grande.

10/09 (terça-feira) – Projeto “Vamos passear de quê?”
A garotada dos Grupos Pau Brasil Laranja e Vermelho visita o Aeroclube de Ilhéus.

10/09 (terça-feira à noite) – Projetos “Uma viagem pelo Universo” e “Viajando pela galáxia”
Visita das turminhas Mico-leão e Jaguatirica ao Observatório Astronômico da UESC.

Mamães e papais, mais fotos dos projetos vocês conferem a partir de sexta-feira! Aguardem!




domingo, 9 de dezembro de 2012

CATAVENTO DAS ARTES 2012


A Arte Ainda se Mostra Primeiro

Por Mariana Kaoos




Era uma vez uma família muito grande que convivia todos os dias. Era pai, mãe, avó, tio, tia, primos de todas as idades e um monte de crianças. Nessa família tinha gente de tudo quanto era tipo: tinha mergulhador, dentista, professora e até político. Apesar das confusões diárias, eles eram muito unidos. Os pequenos principalmente. Eles almoçavam juntos, brincavam juntos, usavam as mesmas roupas, dormiam na mesma hora e aos poucos, foram vivendo diversas aventuras.

No meio de toda essa criançada, haviam duas irmãs em especial, mas que nada se pareciam uma com a outra. Dudu, cinco anos mais velha, era um pouco mais reservada. Brincava com suas bonecas ou com os primos da sua idade. Era sonhadora, tinha um mundo para si própria. Lelé, como o nome já diz, era lelé da cuca. Doidinha, corria para lá e para cá, subia nos pés de manga, aprontava com os tios.

Então, no meio dessa família bonita e maluca, elas foram crescendo assim como todos os outros. Dudu se apaixonou por um fazendeiro, começou a namorar e como todos esperavam, se casou. Depois de algum tempo, teve dois filhos, um menino e uma menina. Já Lelé, mais adiante, encontrou um árabe de olhos verdes e também se apaixonou. Casaram em seguida e tiveram dois filhos, um galego dos olhos azuis e um moreno dos olhos verdes. Foi a partir desse momento que elas, além de irmãs, se tornaram “comadres” e consequentemente mais amigas, pensando até em projetos juntas.

Apesar de Dudu e Lelé terem virado gente grande, seus corações sempre conservaram a magia e a beleza da infância. Convivendo com meninos e meninas de todas as idades e, após terem criado a Brinquedoteca* em Ilhéus (cidade em que moram), perceberam uma na outra a vontade de aumentar esse contato com as crianças, proporcionando a elas aprendizado, não só pela educação, mas pela arte e cultura. Foi assim que surgiu a Escola Vila Verde, para crianças de dois a dez anos, cheia de cores, brincadeiras e magia.

Os frutos do cata-vento.

No dicionário brasileiro, o significado de cata-vento é de uma bandeirinha, geralmente de ferro ou lata, enfiada numa haste e colocada no alto dos edifícios, para indicar a direção dos ventos que a movem. Ele também pode ser o lugar a bordo, ocupado por quem dirige a manobra, ou fazer referencia a um ventilador ou até mesmo a algo em constante movimento.

Pensando nisso, foi que Dudu, que tinha se transformado em Dusty Veloso e Lelé, que passou a ser Alessandra Fontes criaram há cinco anos o cata-vento das artes, “movimento artístico, cultural, onde se pode ver e sentir todas as letras e todas as sensações de um mundo mais bonito”. O evento é o lugar onde essas crianças apresentam os trabalhos realizados ao longo do ano através do teatro, das artes plásticas, da música, da dança.


Esse ano, o tema do Cata-vento das Artes foi o “Lá no Nosso Quintal...” abordando as brincadeiras infantis se contrapondo com esse novo mundo, passando por releituras dos jardins de Monet aos girassóis de Van Gogh, “dos cozinhados e cozinheiros infantis à tecnologia dos alimentos e pratos, dos encantadores dinossauros à fantasia dos Super Heróis, dos animais da fazenda à nova TV, DVD, Games. Tudo junto e misturado”. Explica Dusty.


Na verdade, o Cata-vento das Artes sempre teve como um dos objetivos apresentar artistas conceituados e traze-los ao universo infantil. No seu primeiro ano o escolhido foi Romero Brito, onde, através de sua inspiração, as crianças produziram telas e esculturas. A segunda edição teve como foco as obras do artista plástico ilheense Goca Moreno, principalmente em uma de suas artes chamada DIÁLOGO. Eles conheceram o ateliê do artista e a partir dai produziram artes tridimensionais. No ano seguinte, o tema central foi “Pirlimpimpim, um eu aqui e outro ali”, que abordou a temática da identidade pessoal de cada um e também do “faz de conta”. Ano passado, as crianças exploraram o universo teatral com o “Teatrando na Vila”.

Esse ano Dusty afirma que a escolha do nome foi muito pensada. “lá nosso quintal, no cafundó da nossa infância, eu e Lelé sentíamos o sabor da liberdade, o cheiro da alegria e o calor dos raios do sol! Era o espaço de brincar, um lugar encantado, de areia branca fininha, muitos coqueiros e pés de cajus contorcidos. Vivemos muitas aventuras por lá. Mas e agora, nossos filhos, nossas crianças? Que quintal moderno e contemporâneo oferecemos a eles?”

É o povo na arte, é a arte no povo...

Como diz uma grande artista baiana “o povo não pode gostar do que não conhece. É preciso levar brasilidade para o povo”. A cultura e a arte brasileira são riquíssimas e perpassa por grandes nomes que vão desde as artes plásticas com Lygia Clarck, a dramaturgos de altíssima qualidade como Zé Celso Martinez. A expressão da cultura popular também é grande nos quatro cantos do país e inúmeras obras saem através dela. No entanto, é complicado exigir um conhecimento acerca dessas coisas se elas não são estudadas/estimuladas/produzidas desde a infância, período em que o individuo mais desenvolve seus processos cognitivos e criativos. 

As escolas particulares, em sua maioria, estão preocupadas apenas com a aprovação e o ingresso dos estudantes dentro de universidades esquecendo-se da educação de mundo que eles também precisam ter. Esses "meninos" entram na vida acadêmica cada vez mais imaturos e despreparados, principalmente no que diz respeito as relações humanas e a conhecimentos culturais. Já as escolas públicas(também em sua maioria)...bem, o que dizer das escolas públicas? Por falta de estímulos (inclusive financeiro) aos professores, não há um planejamento educacional que agregue valores culturais e artísticos aos alunos.


Iniciativas como o Cata-vento das Artes deveriam ser oferecidas com mais frequência às crianças do pais. Não só por parte dos educadores, mas por coletivos de teatro, por artistas plásticos, por músicos, por escritores, por todos aqueles interessados em trocar conhecimento e estimular a produção dele, principalmente nessa faixa etária onde as descobertas do mundo são intensas e importantes. O futuro da cultura do Brasil, depende justamente dessas pessoas pequenininhas e do poder de síntese de valor que elas possuirão mais adiante. Que em todos os lugares possam existir não professores, mas mais educadores como Dudu e Lelé.


*Brinquedoteca: espaço de aprendizado para crianças com menos de dois anos.




sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vem aí...

CATAVENTO DAS ARTES 2012



04 e 05 de dezembro - NÃO PERCA!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TORNEIO DE INTEGRAÇÃO

Os jogos aconteceram hoje no Clube Social de Ilhéus. Parabéns aos nossos atletas dos Grupos Jaguatirica (3º ano), Capivara (4º ano) e Arara Azul (5º ano)! Agradecemos o apoio dos educadores, especialmente a Educadora Bruna Moreira - Educadora Física.






Apresentação O TOMBO DA VOVÓ

Ontem, dia 25/10, os educandos do Grupo Capivara - 4º ano, teatralizaram "O TOMBO DA VOVÓ", no VII FENOPO - Faculdade de Ilhéus. Foi uma apresentação emocionante!!! Parabéns aos nossos artistas!